quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Diocese de Campina Grande: Imagem peregrina chega ao Zonal Cidade

A imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida chegou, nesta terça-feira (5), ao Zonal Cidade da nossa Diocese. Ela foi entregue à Paróquia Imaculada Conceição, no distrito do Ligeiro.

Desde o dia 29 de agosto a imagem peregrina vem visitando os zonais da Diocese preparando os fiéis para a V Romaria Missionária das Comunidades, que acontece no próximo dia 12 de outubro em Campina Grande.

Até o dia da Romaria, a imagem peregrina visitará mais seis paróquias:

Dia 6 - Paróquia Santíssimo Salvador, no Conjunto Rocha Central
Dia 7 - Paróquia São Cristóvão, no Centenário
Dia 8 - Paróquia São Francisco, na Conceição
Dia 9 - Paróquia I. C. de Maria e Sagrado C. de Jesus, em Monte Castelo
Dia 10 – Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no Catolé
Dia 11 – Paróquia de São José, no José Pinheiro

No dia 12, todas as Paróquias de todos os Zonais, estarão reunidas em Campina na Romaria Missionária. A concentração será às 15h no Parque do Povo e, às 15h30, está prevista a sa ída para Catedral de Nossa Senhora da Conceição. Na chegada, por volta das 16h30, será celebrada a Missa presidida pelo Bispo Dioce sano, Dom Jaime Vieira Rocha.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Diocese de Campina Grande: Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho (PB) realiza Semana Missionária

A Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho, com Matriz no município de Esperança, Brejo Paraibano, realiza, de 16 a 23 de maio, a Semana Missionária, com o intuito de ser um tempo de Graça e momento forte de Evangelização para as famílias de nossas comunidades, um apelo forte a Conversão Pastoral.

Durante a semana, ocorrerão variados eventos, dentre eles, visita e bênção nas casas das famílias, escolas, creches, Abrigo de Idoso, hospitais, etc; Implantação do Cruzeiro das Santas Missões Populares e missa de pentencostes no domingo, 23.

"Neste momento quero convocar a todos: pastorais, movimentos, serviços, grupos e associações de nossa Paróquia e comunidades, a se dedicarem integralmente neste projeto das Santas Missões Populares, daí vai carecer da coragem, disposição e amor de cada um que é membro desta rede de comunidade chamada Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho", convoca o Pe. José Alexandre Moreira, administrador da Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho.

Mais informações: Pascom - Diocese de Campina Grande(83) 3321-4199

terça-feira, 27 de abril de 2010

IV Retiro Diocesano das santas Missões Populares

A Diocese de Patos realizou, no último dia 21 de abril, na Igreja matriz de Santo Antonio, o IV Retiro Diocesano das Santas Missões Populares (RDSMP). O evento reuniu pessoas de diversas foranias e teve como tema “O Pós-Missão - A Lectio Divina. Leitura Orante da Bíblia”.

O Reitor do Seminário da Arquidiocese da Paraíba, Pe. Cláudio Sartori, proferiu a palestra de abertura, no período da manhã, enfatizando a importância da Palavra de Deus na vida das comunidades. “Um encontro como este ajuda as pessoas a entrarem em sintonia com a Palavra que vem do Alto, a Palavra que está acima do Céu, porque só essa Palavra, que vem da Água acima do Céu, pode verdadeiramente fecundar e fazer crescer as palavras humanas, para que estas possam dizer o máximo de si mesmas”, afirmou.

Em entrevista à PASCOM, Sartori destacou que “a Igreja forma o Corpo, mas quem deve falar é Cristo, pois Ele é a Cabeça da Igreja. Devemos aprender a ligar o Corpo à Cabeça. Para uma comunidade que fala, que questiona, é fundamental definir se aquilo que é comunicado aos outros é palavra humana ou palavra divina”.

O coordenador do retiro, Padre Flávio Mamede, também falou aos presentes, sobre a força do leigo nas santas missões populares.

O retiro contou ainda com atividades práticas, como a leitura de tópicos do “Manual Missionário”, livro de apoio para os trabalhos desenvolvidos nas comunidades. Depois, foi a vez do Bispo Dom Manoel dos Reis de Farias deixar sua mensagem. Ele agradeceu a presença de todos e enfatizou a importância do retiro para o fortalecimento das SMP na diocese. Finalizando os trabalhos, foi celebrada a Santa Missa, na Matriz de Santo Antonio.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Sacerdote Ibiapina: o Místico da Caridade

Pe. Virgilio Bezerra de Almeida

Uma pergunta povoou o meu coração na peregrinação de cerca de 500 padres e 14 bispos para Santa Fé, município de Solânea (PB), no último dia 8 de abril: Qual a razão de uma celebração, que ocorreu diante de uma fortíssima chuva, atrair centenas de sacerdotes em um lugar tão desconhecido pelas pessoas de nossa época? Que mistério envolve a vida deste homem, que viveu no Nordeste do Brasil, há bastante tempo e que hoje continua atraindo tantas pessoas?

O padre Ibiapina viveu no século XIX e não existe divulgação de sua pessoa, de sua história, nos modernos meios de comunicação. Estive em Santa Fé, no dia 19 de fevereiro, junto com uma multidão de mais de 12.000 peregrinos. Não havia um cartaz convidando para a peregrinação, não havia notícias nos jornais da Paraíba anunciando a celebração do dia em que Pe. Ibiapina partiu para o Paraíso. Eram milhares de homens e mulheres, principalmente, pobres com as mãos calejadas, que percebemos no momento da distribuição do Corpo do Senhor. Que mistério envolve este homem capaz de atrair tantos peregrinos se não existe promessas de curas e milagres extraordinários?Não quero aqui descrever sobre os preciosos dons de sua vida missionária e caridosa. Como estamos no ano sacerdotal, gostaria de salientar as razões que moveram este homem para escolher o Sacerdócio, como caminho de explicitar uma vida doada a Deus e ao povo nordestino.

É importante salientar, de inicio, que a nossa aproximação a figura do Pe. Ibiapina se dá a partir de nossas preocupações atuais, dos desafios que são lançados aos presbíteros neste momento de nossa vida. O nosso olhar dista mais de 150 anos do exercício de seu ministério. Em que sentido este padre, misteriosa e longamente esquecido na história da Igreja do Nordeste, tem uma vida relevante para nós presbíteros atuais?

É apostando nesta relevância que partilho algumas reflexões. Aqui eu me coloco como um sacerdote que busca um aconselhamento ao Pe. Ibiapina para os ministros do Povo de Deus, nos tempos de Hoje.

Introdução

A missão fundamental dos cristãos será sempre Evangelizar. A evangelização é a tarefa específica da Igreja, o “anúncio do Evangelho é uma dívida que a Igreja tem para com todo o povo de Deus” . Mas esta evangelização deve ser realizada com profundidade. Deve tocar a pessoa, formar comunidade e transformar a sociedade: “Essa vida nova de Jesus Cristo atinge o ser humano por inteiro e desenvolve em plenitude a existência humana em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural” .
A missão evangelizadora “exige muita atenção à situação em que vivemos, sincera abertura de espírito e solidariedade diante das aspirações, angústias e interrogações da nossa época” . Temos que perceber e compreender as realidades desafiantes do tempo, captar seus sinais para uma ação capaz de transformar as culturas.

Dentro da complexidade que nos envolve no mundo atual, especialmente na América Latina e no Caribe, apontamos o capítulo II, do DA, no qual o nosso Magistério latino-americano e do Caribe nos oferece um extraordinário “olhar dos discípulos missionários sobre a realidade”.

Como o objeto de nossa reflexão, não permite que façamos uma exaustiva reflexão sobre a realidade em que estamos inseridos, gostaria de assinalar que, toda busca de descrição fenomenológica de nossa realidade nos aponta duas grandes questões que se colocam à consciência eclesial. Elas nos foram explicitadas pelo Papa João Paulo II ao afirmar que a pessoa tem fome de pão e fome de Deus. Esses são, na verdade, os problemas humanos permanentes, que podem ser expressos como a busca constante de sobrevivência e o sentido da sua existência. Impõem-se assinalar duas indagações: como vamos sobreviver neste mundo? E que sentido tem viver neste mundo? Como elas acompanham a humanidade em todos os tempos, devem ser compreendidas simultaneamente, e delas surgem uma imensidão de desafios para a prática evangelizadora.

Assim afirmamos que toda evangelização não pode fugir ou desprezar a questão da sobrevivência humana, de como vivemos neste mundo; nem tampouco da outra questão que habita o coração humano: a de que sentido tem viver neste mundo.

Se, como Igreja, compreendemos estas questões, iremos perceber que os nossos desafios pastorais devem gravitar em torno de duas tarefas fundamentais: a defesa da dignidade da vida e de cada pessoa e o anúncio alegre de Jesus como Senhor – Caminho, Verdade e Vida - Única realidade capaz de responder as indagações mais profundas do coração humano. É com esta convicção que os nossos bispos afirmaram em Aparecida: “Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que nos ocorreu em nossas vidas; e fazê-lo conhecido com nossa palavra obra é a nossa alegria” .

O Mundo em que vivemos

Quero rapidamente situar o nosso momento atual para irmos descobrindo a relevância da vida do Pe. Ibiapina.

Qual o mundo em que vivemos?

O nosso universo vital é marcado pela aguda crise que atinge as várias esferas da vida e das instituições sociais. Um rápido olhar para o universo da política deixa-nos profundamente desapontados: os graves escândalos éticos, especialmente no campo da política, são exemplos dolorosos a minar as esperanças de nosso povo.

Um olhar sobre o cotidiano do judiciário não nos deixarão alentados. O arcabouço jurídico e as deficientes estruturas estatais de defesa dos menos favorecidos deixam a impressão de uma justiça elitista, além de um conhecido internacionalmente como catastroficamente desumano sistema penitenciário Penso que para muitos o exercício da magistratura ou do direito deve ser muito delicado.
Além da gravíssima crise ética que rapidamente nos referimos acima, uma outra, ainda mais aguda continua a desafiar a consciência da Igreja e dos homens e mulheres de boa vontade: a fome, a exclusão social de milhões de pessoas em nosso país, a violência e o desprezo pela vida e os direitos humanos.

Uma pesquisa realizada pelo CERIS em 2004 e cujo resultado foram agora publicados num precioso livro sobre o trânsito religioso , oferece-nos um panorama sobre desafios atuais para a evangelização do nosso povo. As pessoas estão desesperadamente em busca de acolhida, de atendimento de suas necessidades mais urgentes e de uma experiência profunda de Deus.

O grande desafio de nossa Igreja será oferecer, na atualidade, um projeto de vida que encarne a experiência de um encontro com Deus e, ao mesmo tempo, uma profunda dedicação amorosa aos sofredores de nosso mundo.

Que padres são necessários neste momento? Como projetar um presbitério nordestino capaz de carregar uma paixão pelo Cristo e pelo povo? Um presbitério livre das glórias deste mundo, seduzido pelo Absoluto e por isto mesmo, alegre samaritano nas estradas do Nordeste?

Seguramente não é uma descrição teórica que empolga, mas o testemunho vivo de pessoas que souberam reconhecer o ideal cristão na vida sacerdotal.

Assim se explica a tarefa nossa que será como que escavar um tesouro da Igreja no Nordeste do Brasil, capaz de fascinar com sua vida de centenas de presbíteros, que se deslocaram até Santa Fé, no último dia 8 de abril.

Ibiapina: por que ser Padre?

Quando nos perguntamos por aquilo que caracteriza o Pe. Ibiapina, o povo responde-nos rapidamente sobre as maravilhas de sua vida marcada pela caridade. Muitos são os testemunhos do povo, bem como de livros que exaltam a singularidade de uma vida que se fez caridade, em meio às dores do Nordeste, no século XIX.

Neste momento não quero fazer um comentário sobre o belíssimo testemunho de caridade que nos deixou o Padre Mestre. A sua afirmação sobre a caridade recolhida nas diretrizes da CNBB (2003-2007) é algo profundamente comovedor e revelador de toda a sua existência: “o programa da caridade é morrer com os pobres sequiosos e famintos, e não vê-los morrer de sede e fome. É essa a lei fundamental da caridade” . As suas obras, espalhadas por vários estados e que partiam das necessidades mais urgentes do povo, atestam a veracidade deste apóstolo da caridade.

Mas fica uma pergunta: o que fez Pe. Ibiapina ser assim? Ele poderia ser caridoso, exercer o seu amor pelos pobres a partir da vida pública, como político ou no mundo do direito, onde foi professor de faculdade, advogado e juiz! Mas ele fez esta escolha por acreditar que o ministério sacerdotal encerrava um sentido da caridade que não pode ser medido pelo pragmatismo. Afirmo que ele procurou um caminho, que foi e é relevante, ao exercer uma existência da caridade sem poder.

Por que ser padre, se poderia ter uma brilhante carreira no mundo do Direito ou da Política? Por que abandonar estes espaços públicos de influência? Quais as razões disto?

Alguém poderia até buscar na frustração pelo casamento que fracassou pela inesperada traição da noiva Carolina Clarence, a razão pela escolha sacerdotal. O Pe. Sadoc, repetindo Paulino Nogueira nega tal possibilidade:

“Certo é também que esse fato, embora constrangedor e decepcionante, nada influenciou na futura decisão de ser sacerdote, pois a vocação eclesiástica sempre acompanhou desde a mais tenra infância. Deve ter sentido, isto sim, que a mão bondosa de Deus lhe indicava novos caminhos a trilhar, como depois demonstraria” .

Entre o Sacerdócio e a vida inserida em instituições corrompidas

Para refletir sobre isso eu vou voltar a um antigo texto, “A vida do Padre Ibiapina” , escrito pelo Beato Antônio Modesto em março de 1883, a cerca de um mês após o falecimento do Pe. Ibiapina, que é capaz de nos situar diante destas razões que nós procuramos.

Em 1834, o então jovem Antonio Pereira Ibiapina, conclui o Bacharelado em ciências sociais e jurídicas. Neste mesmo ano foi nomeado legista substituto desta mesma faculdade, foi eleito Deputado para a Assembléia Geral pela sua Província do ano seguinte, bem como Juiz de Direito, e chefe de polícia da Comarca de Santo Antônio de Quixeramobim.

O Beato Antonio Modesto, refletindo sobre isto, indica a inquietação, que a formação cristã suscitava no coração de Ibiapina e que vai acompanhá-lo até sua decisão definitiva pela vida sacerdotal junto com os pobres do Nordeste. Ibiapina quer algo consistente, não perecível:

“A sua missão, porém era mais nobre. O seu espírito forte em suas concepções aspirava atingir ao seu alto destino, a sua alma educada nas verdades eternas, via além do oriente mais vastos delícias imutáveis, gozos perenes, felicidade perdurável, a sua consciência o acusava no silêncio da noite, na ausência dos convivas, e uma voz secreta dizia incessantemente:- Este caminho está errado, o nosso destino é outro, procuremo-lo.”

E prossegue o Beato apontando a contradição entre a cultura marcada pela degradação ética no universo público e as profundas exigências de integridade que o Ibiapina guardava no coração:

“Neste choque contínuo do espírito contra a matéria, da religião contra a política, da virtude contra o vício, o nosso doutor estancava e vacilava, quando queria retroceder o mundo lhe bradava forte: Vamos! A glória vos espera! Mas aonde está a glória? Dizia ele (o Pe. Ibiapina) que desde o chefe da Nação até o ultimo dos magistrados, não vejo senão fingimentos, mentiras e traições. A glória, pois não se encontra por este caminho. Mas qual será o caminho da glória? O seu espírito enfraquecido não tinha liberdade para lhe apontar. Ele vacilava ainda, dizia:- Cumpramos o nosso dever!” (...)

“Todas as paixões se tinham feito aceitáveis em política, o vício igual a virtude, o patriotismo ao egoísmo, a probidade a hipocrisia, e só se distinguiam os indivíduos pela força de sua bajulação, e maior servilismo.”

O homem Antonio Pereira Ibiapina não suporta viver neste ambiente e quer viver apenas como um modesto advogado:

“O Dr. Ibiapina que prestava culto a verdade, a probidade, a justiça, saiu da corte desgostoso em fim de 1834 em procura da sua Comarca, tratou de desempenhar seus deveres de Magistrado. Abriu a cessão do júri e novos escândalos lhe apresentaram, além das pretensões exageradas que teve de combater, deu-se um fato que muito o impressionou. Um indivíduo tinha sido arrancado da cadeia pública da Vila do Taú e assassinado cruelmente no meio das ruas mais públicas da Vila, instaurou-se o processo, e não havia criminoso, as testemunhas confessaram o criminoso.

A vista, pois da desmoralização, que lavravam nas classes mais elevadas da sociedade, resolveu o Dr. Ibiapina deixar a vida pública e estabelecer-se na modesta profissão de advogado.”

Exerceu com extrema competência a sua profissão, mas continuava inquieto o coração do advogado Ibiapina:

“Concluídos os seus trabalhos na cidade de Areia, voltou ao Recife, onde se ocupou com a profissão de advogado até 1850.

Acredito que conquistou a grande fama de bom advogado, não só pela vastidão de seus conhecimentos profissionais, mas também pela certeza de sua probidade. As vantagens que auferia era a sua independência, o que era algo que ele muito prezava dessa sua nobre e modesta profissão. Tais qualidades seriam motivos de glória e invejável felicidade para os espíritos vãos, não o era para o nosso Doutor.”

A escolha doa vida silenciosa para o discernimento espiritual

É diante desta profunda e prolongada inquietação, que o Doutor Antonio Ibiapina busca a solidão, o silêncio, para fazer os acertos definitivos consigo mesmo e com Deus:

“Ele olhava para o céu e consultando o povo não encontrava uma tangente que tocasse a morada eterna dos bem-aventurados. A sua alma desejava ardentemente conversar essas coisas com Deus, e só pendia para a solidão. Retirou-se do mundo no ano de 1850 e procurou a solidão que a sua alma desejava constantemente com tanto empenho.”

Assim o Dr. Ibiapina, com 44 anos, com um pouco de dinheiro que acumulou ao longo de sua vida profissional, comprou um sítio em Caxangá, na margem do Rio Capibaribe. Ficou morando numa simples casa de tijolo, e pertinho de uma antiga Igreja de São Francisco de Paula, onde Dr. Ibiapina ia meditar, orar e participar da missa aos domingos.

E que beleza ler a reflexão do Beato sobre o silêncio e o seu significado na experiência de Deus:

“A solidão é templo da sabedoria, o santuário do espírito, o palácio da virtude, a pedra de toque das almas puras, a medida de aferir os costumes. Na solidão esquecemos do mundo e o mundo nos esquece. Falamos a Deus e Deus nos revela amorosamente. Se olharmos para o céu durante o dia, vemos o criador e regulador do mundo, como que dando vida e movimento a suas criaturas dizendo: - andai e obrai.

Se o olhamos durante a noite, vemos a Deus como que descansando no seio da natureza, iluminando milhões de tochas, dizendo: - descansais e meditais. Se subirmos o monte, veremos o rosto de Deus esculpido nas pedras, nos troncos e nas flores das árvores. As brisas nos cochicham aos ouvidos dizendo: - louvamos a Deus. Escrevamos nossos hinos, desçamos aos prados, vemos as várzeas nos aveludados das flores, na harmonia deliciosa que respiramos e olhamos a límpida corrente que nos murmura dizendo: - Só Deus é bom.

Se encararmos o mar, veremos o seu poder e sua imensidão. Sim não há solidão que nos traga ao conhecimento o poder e a grandeza de Deus como o oceano. A sua imensidão, a sua constante ebulição de suas ondas, ora nivelando-se e elevando-se como montanhas, ora decaindo e quebrando-se contra os rochedos. Ora maravilhando, placidamente quebram-se docemente nas praias e vão beijar a humilde areia. Estas mesmas águas ora suportam grossas armadas (frotas de navios), ora brincam com um frágil barco, como as crianças brincam com os leves papagaios de papelão. Ondas que em momentos de fúria engolem todos os viventes que se aventuram à sua inconstância. São outras tantas línguas que nos dizem: - Só Deus é grande.

Se olharmos ao Oriente ao despertar do sono, vemos a aurora tingida de rubor como que envergonhada por causa dos viventes tão descridos que naquela hora não une o seu cântico de louvor ao de tantos milhões de viventes menos favorecidos do que nós. Se entrarmos em nós, vemos internamente um ente insaciável por outro ente que lhe serve de centro e que não se acha em nós nem em volta de nós, sentimos um vácuo tão profundo, que todas as honras, todas as riquezas, todas as dignidades, não podem arrasar. Um desejo incessante de gozar um sentimento forte para amar alguém que não vemos, nem podemos tocar com o sentido, entretanto uma voz interior nos diz: - Existe”.

Dr. Ibiapina fez uma verdadeira viagem espiritual. Foi um momento fecundo naquele ambiente tranqüilo. Ele, com aquela idade era impelido a tomar uma decisão definitiva. Não acreditava no judiciário, nem na política, nem guardava anseios de glórias nos círculos sociais. Era um momento de responder e resolver definitivamente as angústias que o tomavam ao se pôr diante do mistério de Deus que o chamava à vocação sacerdotal.

Que brilhante coragem deste homem que buscou na solidão, que acompanhado pela Bíblia, o breviário, o precioso livro a “Imitação de Cristo” e mais um Manual de Teologia, buscou fazer um discernimento espiritual numa viagem silenciosa de três anos!

O contato com a natureza com os trabalhos manuais no jardim e pomar, era seu lazer.

Quais as questões que acompanharam o Dr. Ibiapina nesta viagem? Ele mesmo registra as grandes questões que foram hóspedes de sua alma, o sentido da vida, a escolha de Deus e a relatividade de tudo o mais que compõe a vida presente:

“...Meu espírito se impressiona e me convida a meditar sobre os destinos da humanidade e a marcha sapientíssima com que Deus leva o homem ao fim para que foi criado. O presente e os sucessos ordinários da vida não me impressionam.” E completa num relato profundamente místico sua misteriosa experiência de Deus através da solidão envolvida pela natureza:

“As obras da natureza me convidam a reflexões sublimes, que me elevam até ao Criador, a quem curvado adoro, admiro e me confundo” .O Beato Antonio Modesto descreve analiticamente este tempo de meditação que o conduziu a vida sacerdotal:

“O Dr. Ibiapina, que nas grandezas, nas honras e nas prosperidades dos séculos sentia seu coração vazio de um objeto a quem amasse; logo que experimentou a solidão, sentiu-se outro homem. Levantou seu pensamento e foi encontrar-se com Deus. Lançou as vistas sobre a vastidão dos mares e viu a Deus, escutou o murmurar das ondas, o assoviou dos ventos, o gorjeio das aves e ouviu: - Deus provou os frutos e apalpou os corpos que o cercavam, pisando sobre as flores e as areias, encontrou em toda parte a sabedoria e a providência de Deus.

O seu espírito embriagado de prazer celeste exultava, a sua alma encontrando em Deus o ente que procurava, como que rejuvenesceu os sentimentos, as idéias que lhe afagaram a infância e que ao reaparecer tomaram vulto. Seu grande empenho para uma vida de piedade acaba por ajudá-lo a tomar uma decisão importantíssima para sua vida, que será a sua dedicação a uma vida contemplativa e solitária.”De forma sintética o Beato Antonio Modesto descreve a experiência contemplativa do Doutor Ibiapina, como fundamental para a sua atuação posterior:

“Estudou e aprofundou na virtude da humildade e pobreza voluntária, bem como cultivou a essência da piedade por meio da freqüência aos sacramentos. Passou três anos na solidão, até que purificado a sua alma e repartidos todos os seus bens, recebeu aos 3 de julho de 1853, pelas mãos do seu prelado D. João da Purificação Marques Perdigão, o sacro Presbiterado”.

Creio que agora podemos entender melhor a raiz da brilhante vida Sacerdotal do Pe. Ibiapina. Como tantos outros poderia ter feito gestos importantes em função do bem estar do povo nordestino, o poderia ter feito desde a política ou do mundo do Direito. Mas vislumbrou através de uma profunda experiência de Deus, de conversão radical ao evangelho, no sacerdócio o único caminho para viver autenticamente o chamado que Deus lhe havia feito.

Muito já se falou como missionário, como o peregrino, como o homem da caridade. Mas tudo isto se explica somente a partir de sua rica vida espiritual. Estes três anos explicitam aquilo que acompanhou toda a sua história, o forte vínculo com Deus, através da contemplação. A Escolha de Deus

Não basta dizer que Ibiapina fez a opção pelos pobres, que era caridoso, que não procurou a Capital de Pernambuco para sua obra sacerdotal, mas escolheu os últimos dos últimos para dedicar a sua vida presbiteral. Isto só foi possível por conta da vida espiritual curtida na contemplação. É exatamente aqui que ele deixa tudo, a partir daí sua escolha única da vida é Deus

A opção fundamental de Ibiapina não foi pelos pobres, foi por Deus. A opção pelos pobres é uma opção segunda. Sua opção primeira foi por Aquele que é o absoluto da sua existência, a quem, nas suas palavras, “curvado adoro, admiro e me confundo. E Este Absoluto exigiu de Ibiapina a pobreza, a kenoses, o despojamento de tudo, das glórias deste mundo e a dedicação total aos pobres. A consistência de seu amor aos pobres é proporcional à sua paixão por Deus. Na vida das pessoas, generosamente dedicadas à caridade, sempre encontramos místicos seduzidos pelo amor divino.

É no silêncio que encontramos Deus, o que ele nos fala, mas é também no silêncio que vamos nos descobrindo, vamos percebendo nossa identidade vinculada ao mistério de Deus. Na descoberta do amor de Deus como único capaz de preencher suas carências e a percepções da relatividade de qualquer outro amor, aprofundado no silêncio de três anos, que impeliu Ibiapina a abandonar definitivamente as glórias do mundo da política ou do mundo jurídico.

Depois destes três anos Ibiapina era outro homem, como nos lembrava Antonio Modesto, seu contemporâneo. Agora existe um homem absolutamente livre, que se nutre somente de Deus e entrega-se totalmente a vivência da caridade com os pobres. E é peregrinando no Nordeste, com o coração ancorado em Deus, e sintonizado com as dores e sofrimentos dos pobres, que temos o mais belo testemunho de oblação da vida de um sacerdote em solo nordestino. Ao sair da solidão na simplicidade de uma casa na Caxangá, até o momento final em Santa Fé, o Pe. Ibiapina trilhou, fez-se nada, como Maria, para que a Palavra de Deus se fizesse carne em seu ministério sacerdotal. Aqui estendemos a sua afirmação, recolhida pelos Bispos do Btasil: “No centro da Caridade eu coloquei a minha existência”.

Diante do mundo atual, da crise de sentido, das tentações que são lançadas aos sacerdotes atualmente, especialmente das glórias do mundo público, seja ele político, midiático, eclesiástico; temos o exemplo de um homem, com rosto sertanejo, que assume o sacerdócio somente depois de percorrer caminhos interiores da alma, depois de uma profunda experiência de Deus que suscita em sua alma uma belíssima paixão pela vida de caridade, especialmente em relação aos pobres.

O sacerdote torna-se instrumento do Cristo no altar da Eucaristia. O Padre Mestre Ibiapina fez isso no conjunto de sua existência sacerdotal, ofereceu todo o seu ser como testemunho do amor misericordioso do Senhor Jesus pelos pobres do Nordeste.

A ação sacerdotal

Alguém poderia imaginar que este caminho percorrido pelo Pe. Mestre foi uma fuga do mundo, uma negação da responsabilidade histórica que carregamos. Eu creio que não! Em um tempo em que não poucos interpretavam a missão da Igreja, como uma preparação para a morte, Pe. Ibiapina nos mostrou como foi capaz de dar um vigor e relevância social inesperada ao ministério sacerdotal. Três exemplos que descrevo a seguir apontam a novidade alvissareira que nasce de um homem profundamente místico:

a) O rosto de Deus revelado por Ibiapina:

Através de ação missionária foi revelando a face de um Deus compassivo, terno, misericordioso, que se apieda pela miséria e situação de abandono de seu povo. O povo sertanejo vivia disperso, totalmente abandonado pelos poderes públicos e vítima de tantos cataclismos naturais. Ele apresenta um Deus que envia os seus missionários para aliviar, consolar, para melhorar a situação do povo e levá-lo a uma vida digna.

Neste sentido, revela um Deus preocupado com a situação material do seu povo, que quer não o sofrimento, mas a vida, e tem compaixão de suas dores. E pela sua própria história, que é de verdadeira encarnação na vida do povo, que Pe. Ibiapina apresenta um Deus que faz sua a dor do povo. Sua vida é a misericórdia divina em ação, na sua palavra manifesta um Deus que exige a partilha, a reconciliação, como sinais da materialização do evangelho.

b) Um jeito bem singular de ser Pastor

Sua ação evangelizadora foi caracterizada pela missão. Ele andava pelos sertões ao encontro das massas dispersas de camponeses, organizando missões que duravam semanas, e tinham o esquema tradicional de preparação para a vida sacramental e a pregação dos temas fundamentais da doutrina . No entanto, Pe. Ibiapina acrescenta a isto obras materiais de caridade. Um ato central da missão é exatamente a construção de obras materiais, assim, durante a missão, em regime de mutirão, constroem-se hospitais, casas de caridade, igrejas, cemitérios, açudes. Enfim, obras que serão de uma ajuda fundamental para os pobres.

Aparece aqui, outro elemento fundamental do exercício do seu sacerdócio: a formação de uma consciência comunitária. Ele faz apelos para a partilha dos bens, o que possibilitará a construção das obras materiais. As contribuições financeiras ficavam no próprio lugar onde foram arrecadadas, transformadas em obras de caridade. E estas obras representavam dimensão tal que ninguém, sozinho, seria capaz de realizá-las. Pe. Ibiapina, portanto, mostrava a ação do trabalho comunitário, a associação de centenas, de milhares de trabalhadores para oferecer respostas à situação de extrema miséria em que se encontrava o povo. Acresce a isto, possibilitando o desenvolvimento da consciência comunitária, o surgimento das irmãs de caridade: São inúmeras mulheres do povo que se dedicam, em tempo integral, às casas de caridade, constituindo um corpo a gestar a solidariedade no mundo dos pobres, são enfermeiras, educadoras e conselheiras do povo. Vai se constituindo um povo movido pelos ideais do evangelho, a superar a dispersão de massa e descobrindo, a chave da solução dos seus problemas.

Salienta-se que a missão do Pe. Ibiapina não terminava em si mesma e nem se fechava em sua pessoa, mas se prolonga pela existência das casas de caridade, pela atuação das irmãs, dos beatos, que se constituem, de alguma forma, um povo organizado, a partir das intuições do Padre Mestre. A missão e suas obras comunitárias também suscitavam atividades econômicas: é estimulada a agricultura, o artesanato e outras atividades que apontavam para uma transformação da vida do povo em torno das casas de caridade.

Como podemos observar, a ação evangelizadora do Pe. Ibiapina além a pregação explícita do Evangelho, da celebração dos sacramentos, contêm a vivência do “mandamento novo” entre os pobres, a solidariedade que vence a morte e gera vida. É dimensão interna de sua ação evangelizadora o esforço para superar as situações de miséria em que se encontrava o povo. Sua missão é uma feliz aliança entre a proclamação da fé e o testemunho de serviço em defesa da vida dos pobres.

Um outro elemento fundamental é que em Pe. Ibiapina, a Igreja vai ao encontro do povo. E pelo seu despojamento pessoal - havia sido juiz, deputado, vigário geral para a Paraíba, aponta para a necessidade de uma Igreja que vai ao encontro dos pobres dos sertões, abandonados pelos poderes públicos e, até muitas vezes, por poderes religiosos. Ele mostra que é possível pregar o evangelho sem muitos recursos. E, finalmente, emerge uma questão para reflexão: como este homem era capaz de, numa missão, além de fazer a arrecadação de recursos, organizar o povo em mutirão e ainda deixar pequenas comunidades de servidores da caridade, num espaço de tempo tão curto?

Creio que aqui não se trata simplesmente de uma questão de método, de organização pastoral, mas também de carisma. E, mais ainda, pela força do testemunho de sua santidade. Somente, que tem chama “chama”, somente quem foi profundamente seduzido pelo Amor do Senhor é capaz de tocar e atrair tantos corações.

c) O Impacto Social

Envolvido nas atividades acadêmicas, jurídicas ou políticas, teria o Pe. Ibiapina suscitado com sua vida sacerdotal algum relevante impacto social?

A sua missão tem um impacto fundamental sobre a vida social: o despertar de uma consciência de povo, de associação. As obras da missão, de alguma forma, eram educativas, davam início a um processo em que se tecia um corpo popular articulado Ainda que sejam difíceis as condições pela dispersão em que viviam os sertanejos daquele tempo, as missões gestavam uma nova consciência. O exemplo disto, foi a revolta de Quebra-quilos . Tendo as autoridades atribuído à influência do Pe. Ibiapina, que quase foi preso, e não o foi por causa do apoio popular de milhares de camponeses que se mobilizaram para impedir que a polícia chegasse até ele . Não é que ele tenha tido uma influência direta, mas é que se criou uma consciência social onde antes não existia e que produziu, entre outras coisas, mobilizações de protesto, de revolta como a mencionada.

Desta forma, podemos afirmar que a atuação do Pe. Ibiapina teve um impacto social importante na mobilização, na tomada de consciência da população dispersa dos sertões, dando-lhe uma impressão, um sentimento de força e a consciência de que, organizando-se, poderiam ter a capacidade de resolver problemas sociais. Pode-se entender, então, porque ele suscitou uma certa oposição dos vigários comprometidos com os grandes proprietários, com os fazendeiros e com as oligarquias nordestinas. É que a ação do Pe. Ibiapina havia fomentado uma força nova no meio do sertão, não controlada pelos grandes proprietários. Esta força segue um pólo de atividades que é autônoma, independente. Pena que depois de sua morte sua obra não obteve o necessário apoio para que se consolidasse uma verdadeira revolução da caridade no Nordeste do Brasil.

Sobre a relevância da vida sacerdotal do Pe. Ibiapina, cito as Palavras de Gilberto Freire:

“ No momento em que nos preparamos para harmonizar valores e aproveitar energias que precisam de estar coordenados no interesse da nossa condição de povo mestiço com pretensões a livre, exemplos como o do padre Ibiapina - que sozinho, fundou e organizou vinte casa de caridade nos sertões do nordeste - se impõem aos brasileiros como grandes valores morais. Valores morais acima dos proprios recursos materiais julgados indispensaveis à defesa e ao aperfeiçoamento da nossa personalidade nacional.

Ibiapina foi realmente isto: uma enorme força moral a serviço da Igreja e do Brasil. Foi um Dom Bosco a quem só faltou maior espírito de cooperação da parte dos católicos e da parte dos brasileiros do seu tempo para a sua obra perpetuar-se numa organização semelhante à dos Salesianos voltada com especial ternura para a educação industrial da gente dos sertões. Organização que nos dias decisivos em que vamos nos empenhar em formidavel esforço de "mobilização total", nos faz uma falta tremenda.

Nunca o Brasil precisou tanto como hoje de padres que ao ideal universalista de católicos, à larga simpatia humana de cristãos, reunam, como Ibiapina reunia, a autenticidade de sua condição, do seu sentimento e das suas preocupações de brasileiros. Não que devemos desejar o catolicismo fragmentado em seitas tão numerosas quanto as repúblicas para o seu clero é a sua doutrina corresponderem mesquinha e burocraticamente a confiança dos nacionalismos exaltados de hoje. De modo nenhum”.

Conclusão:

O grande valor da vida do Pe. Mestre emana de sua vida interior. Ele disse silenciosamente aos pobres do Nordeste, como Paulo outrora: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. A fama, a fortuna, os aplausos, nada disso o seduziu, a não ser a Caridade de Cristo. Ibiapina era um místico ambulante no mundo dos pobres do Nordeste. A profundidade e fecundidade, a consistência das obras de alguém, depende de sua largueza espiritual. Ibiapina tocou o Mistério, foi envolvido por Ele e tornou-se um ser para os outros: no centro da caridade (Deus) coloquei a minha existência – que bela articulação entre os dois mandamentos de amor a Deus e aos pobres.

A pequena história, recolhida nos fragmentos escritos do período da Casa de Caridade em Santa Fé, da senhora ao lado do túmulo tem profundo significado. Perto do Padre Mestre o povo tinha o suave cheiro de Deus e a acontecia o milagre do pão para a sobrevivência material dos pobres. Perto do Padre Ibiapina não faltava oração do Rosário, a contemplação dos mistérios do Cristo com os olhos de Maria, e o pão para saciar a fome no deserto da vida dos pobres do Nordeste.

“Um mes depois de sua morte uma pobre velhinha a quem ele dava esmolas veio pedir em Santa Fé para visitar o tumulo do Pai Pe. Mestre. Lá chegando sosinha, começou a lamentar-se pedindo socorro ao Padre Mestre para não morrer de fome, pois nada tinha para comer: começou de joelhos a rezar o Rosario e pedir socorro ao padre quando findou o primeiro misterio veio voando dos campos uma rolinha, bateu na parede do tumulo e cahio morta, a velhinha alegrou-se, agradeceu dizendo: “Hoje não morro mais de fome!” Continuou a rezar o segundo mistério no fim do qual, veio outra rolinha e cahiu da mesma forma, e assim no fim de cada misterio. Quando terminou o Rozario cahiu a ultima rolinha, completando 15 e foi mostrá-las na Caridade contando o sucedido. A superiora, enternecida, deu-lhe farinha, sal e dali em diante ficou a velhinha até morrer sustentada pela Casa de Caridade (isto posso atestar por juramento que me foi dado pela superiora)”

Querido Padre Mestre, neste Ano Sacerdotal, interceda pelos padres do Nordeste, para que perto de nós o povo encontre o Mistério de Deus e a Caridade Pastoral, o apoio para superação da fome, da violência e de todas as suas dores. Amém.

João Pessoa (PB), 17 de abril de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

Encontro de CEB’s estimula animadores a continuarem na missão pastoral

Cerca de 60 pessoas da Arquidiocese da Paraíba, bem como das dioceses de Campina Grande, Guarabira, Patos e Cajazeiras, que compõem a Província da Paraíba, participaram no último final de semana, de 12 a 14, do Encontro Estadual das Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s).

O evento foi realizado no Centro de Treinamento Diocesano, localizado no bairro do Tambor, em Campina Grande, e assessorado pelo bispo de Floresta (PE), dom Adriano Ciocca.

De acordo com uma das organizadoras do encontro e membro da comissão de CEB’s na Diocese de Campina Grande, Maria José de Melo, os participantes foram estimulados a continuar na missão.

“Todos os presentes participaram ativamente discutindo a articulação e comunicação, buscando maneiras de gerar autonomia e auto sustentação do grupo das CEB’s. Como resultado encontramos mais clareza na nossa identidade e saímos animados para prosseguir na missão pastoral nas várias comunidades”, destacou.

Arquidiocese de Natal: Mais de 400 homens rezam o terço

A Paróquia de Santa Rita de Cássia, de Santa Cruz, vem evangelizando os homens, através da reza do terço. O primeiro grupo surgiu no município de São Bento do Trairi, há mais de dois anos.
Na sede da paróquia, em Santa Cruz, o trabalho começou há um ano. Inicialmente, era cerca de 30 homens e, hoje, conta com mais de 200. Além da matriz, foram surgindo grupos nas capelas que, juntos, conseguem reunir mais de 400 homens nas noites de orações marianas. Nas terças-feiras, os homens se reúnem na Igreja Matriz; nas quartas, no bairro Paraíso; nas quintas, no bairro Maracujá; nas sextas, no Conjunto Cônego Monte e, nos sábados, na comunidade rural Umbu.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

“Arquidiocese de Maceió em Missão” Datas para as missões populares de 2010

Março:
07 a 14/03/2010 – Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro: Côn. Claudinier José Medeiros da Silva (Pe. Zezinho) (Vergel) = 3351-4071; 9313-1534

21 a 27/03/2010 – Paróquia Santa Rita: Mons. Geraldo Valente Villas Boas (Farol) = 3326-1877; 3223-5510; 9989-6134
Abril:
11 a 18/04/2010 – Paróquia São Sebastião: Pe. José Magalhães Ferreira de Oliveira (Tabuleiro do Pinto – Rio Largo) =(82) 3352-4572
Maio:
02 a 09/05/2010 – Paróquia Sagrado Coração de Jesus: Pe. José Elielton da Silva (Cruz das Almas) = 9929-3748
09 a 16/05/2010 – Paróquia Nossa Senhora das Brotas: Pe. José Arnaldo Bernardo da Silva (Atalaia) = (82) 3264-2075
24 a 31/05/2010 – Paróquia São José Operário: Pe. Tito Régis Rodrigues da Silva (Fernão Velho) = (82) 3325-2721 (Paróquia)3314-1408; 3314-1584; 9902-7686;
Junho:
06 a 13/06/2010 – Paróquia Nossa Senhora da Apresentação: Pe. Roniel Ferreira da Silva (Porto Calvo) = (82) 3292-1134; 9105-3032; 8861-0164
Julho:
02 a 10/07/2010 – Paróquia Imaculada Conceição (Jacintinho): Pe. Adriano Souza Santos, CM = 3356-2113; 3032-0907; 9131-9847 e Pe. Rogério Madeiro Pereira, CM = 3356-2113; 3356-1652; 9916-2556

18 a 25/07/2010 – Paróquia Nossa Senhora da Conceição: Pe. Olezil Bezerra de Vasconcelos (Barra de Santo Antônio) = 3291-1543; 3291-2422; 9948-1618
Agosto:
01 a 08/08/2010 – Paróquia Sagrados Corações de Jesus e de Maria: Pe. José Cícero (Forene) = 3352-5403
15 a 22/08/2010 – Paróquia Bom Jesus do Bonfim: Pe. Geison Araújo Chagas (Viçosa) = (82) 3283-2281(Paróquia); 3283-1659; 9924-4048

29 a 05/09/2010 – Paróquia Nossa Senhora do Carmo: Dom Bernardo Alves da Silva, OSB (Colônia Leopoldina) = (82) 3255-1148; 9608-1067
Setembro:
12 a 19/09/2010 – Paróquia Santa Maria Madalena: Pe. Iranjúnior Leite da Silva, MSF (União dos Palmares) = (82) 3281-3343; (82) 3281-1161 (Paróquia) e Pe. Francisco Carlos de Azevedo, MSF = (82) 3281-3343; (82) 3281-1161 (Paróquia); 9992-4629
26 a 03/10/2010 – Paróquia Nossa Senhora das Candeias: Pe. Alexander Cauchi (Japaratinga) = 9988-1150; 8851-0589
Outubro:
03 a 10/10/2010 – Paróquia Nossa Senhora Mãe Rainha: (Colibri) Pe. Bacilon Monteiro da Silva = 3342-0473; 8896-4270
17 a 24/10/2010 – Paróquia Nossa Senhora das Graças: Mons. Cícero Leite da Cruz (Pitanguinha) = 3221-4731; 9972-0143
Novembro:
13 a 20/11/2010 – Paróquia São João Bosco: Pe. Fernando Antônio Bezerra Silva (Benedito Bentes II) = 3378-1415; 8822-3341
07 a 14/11/2010 – Paróquia São José: Pe. Márcio Manoel Machado Nunes (Campestre) = 8821-9103; 3257-5109; 9136-2316

21 a 28/11/2010 – Paróquia Divino Espírito Santo: Mons. Pedro Teixeira Cavalcante (Jatiúca) = 9971-1164; 9141-3551; 8888-2245
Dezembro:
12 a 19/12/2010 – Paróquia Nossa Senhora de Santa’Ana: Pe. Nilton Marques Pereira (Santana do Mundaú) = 8856-0611